Novembro 30, 2007

Sintetizando o rock.

Se você precisasse escolher um artista ou banda para sintetizar o rock’n roll, quem você escolheria?

Depois de alguns anos, acredito que consegui chegar à resposta para essa pergunta. Na minha opinião, a síntese do rock’n roll é o AC/DC. Eles conseguem reunir riffs memoráveis, sons de guitarra puramente bons, energia e, principalmente, ritmo. Você consegue ficar parado enquanto ouve o som dos caras?

A banda conta com um dos (pequenos) grandes guitarristas da história – Angus Young – que além de emitir rock desenfreadamente pelos dedos, tem uma performance enérgica e incansável nos palcos.

Mas o grande motor do rock ligado no 220v do AC/DC é o irmão de Angus, Malcolm Young. Ele é o responsável pelo rock que a banda injeta nas veias de quem está ouvindo. É dele a tarefa de transformar os mesmos acordes de sempre em músicas diferentes. É dele que vem o ritmo frenético que não te deixa parado.

Apesar das guitarras serem essenciais em uma banda de rock, é impossível seguir em frente sem um bom vocalista. E aí está outro grande mérito do AC/DC. Bon Scott, o primeiro e lendário vocalista, morreu em 1980 após uma noite pesada de bebedeira. A morte dele quase levou ao fim da banda, mas eles acreditavam que o pŕoprio Bon iria querer que a banda continuasse. Mas Bon tinha uma voz muito peculiar, difícil de ser substituída. E depois de algumas audições, Brian Johnson foi escolhido para o posto.

Com Brian, o AC/DC lançou ainda em 1980 o clássico “Back in Black”, e o resto da história você já conhece: rock’n roll na veia desde sempre.

Meu disco preferido: “High Voltage”, de 1975.

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Escrito ao som de AC/DC – The Furor.

Outubro 30, 2007

O homem que não entendeu o Free.

Quanto mais eu ouço música, mais eu começo a prestar atenção nos detalhes envolvidos. Timbres, composição, efeitos, mixagem, produção. Minha evolução musical trouxe tudo isso junto.

Hoje em dia, consigo perceber melhor o papel de produtores e engenheiros de gravação durante o processo de registro de um disco. Ou o papel que eles deveriam ter.

Estava eu feliz da vida ouvindo Free, uma banda que gosto muito, quando começa a tocar uma versão de “Fire and Water” que soava muito estranha. Parecia a gravação original, que é do disco de mesmo nome, de 1970, mas tinha alguma coisa “errada” ali. Ambiência exagerada na bateria e na voz. Efeitos na guitarra de Paul Kossoff – que daria um tiro na cabeça do responsável pela mixagem se ouvisse a tal versão. Todos os registros de estúdio do Free foram feitos de forma muito crua, com ambiência praticamente zero. Ouvi até o final. Ouvi de novo. Ouvi a versão original. Eram as mesmas frases, o mesmo solo de guitarra. Mas a mixagem era totalmente diferente. Não tinha nada a ver com o Free.

Fui pesquisar sobre essa versão. Descobri que ela foi remixada para uma coletânea lançada em 1991, chamada “All Right Now: The Best of Free”. O responsável pela mixagem foi Bob Clearmountain, que já foi nomeado quatro vezes para o Grammy de melhor engenheiro de gravação, além de ter trabalhado com Paul McCartney, The Who, Bryan Adams, Robbie Williams, Bon Jovi, Rolling Stones e Bruce Springsteen – Bob mixou o histórico “Born in the USA”. Mixou um dos discos que eu mais gosto dos Rolling Stones, o “Stripped”, de 1995.

E aí eu fiquei pensando. Como um profissional com essa trajetória invejável pode ter feito um trabalho que eu adoro (Stripped) e, ao mesmo tempo, ter entendido tão equivocadamente o som do Free?

Me desculpe, Bob, mas essa não deu pra engolir.

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(escrito ao som de Free – Fire and Water – a original!)

Outubro 11, 2007

O grande culpado.

Estou aqui hoje para fazer justiça. Vivo falando dos meus ídolos, dos caras que me influenciaram e influenciam. Mas esqueci de falar do maior culpado de todos. Do cara que me mostrou o que era música. Quem eram os Beatles. Quem eram John, George, Paul e Ringo. E quem era a “Michelle, ma belle”.

Estou falando do meu pai.

Ele foi guitarrista de uma banda chamada “The Batmen”, nos anos 60. Faziam versões de sucessos da Jovem Guarda. Depois disso, ele ficou muito tempo sem tocar. Casou-se com a minha mãe. Mudaram-se pra São Paulo. Fizeram minhas irmãs. Fizeram a mim. Voltaram pro interior. E só depois disso, meu pai voltou a tocar. Muitos anos mais tarde.

Eu devia ter uns três ou quatro anos, e na nossa casa tinha um quarto que era usado basicamente pra ouvir música, ler e estudar. Meu pai vivia ouvindo e cantarolando Beatles. Lembro de acordar um dia, entrar no “quarto do pânico” e dar de cara com ele tocando “Day Tripper”. E aí eu ficava lá, olhando e achando o máximo. “Pai, faz avião!”. E ele passava a palheta por toda a extensão da corda da guitarra, imitando o som de um avião. E eu caía na gargalhada. Adorava aquilo.

Acho que o primeiro disco que ouvi na vida foi o “1962-1966 (The Red Album)”. Mal sabia eu que, muitos anos mais tarde, isso faria tanta diferença. Tornei-me um Beatlemaníaco. Pior que meu pai.

Desde que comecei a tocar, ele sempre me deu todo o apoio. Comprou a minha primeira guitarra. E a segunda. E a terceira. A minha própria Fender Stratocaster! Culpa do David Gilmour, como eu já disse. No fundo, acho que ele sempre soube que a música era a minha grande paixão.

Obrigado, pai, por ter me apresentado à música, aos Beatles e à guitarra. Sem eles, eu não seria nada.
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(Da esquerda para a direita: Carlinhos Gadiani, Paulinho Bernardelli, Vanderlei Ribeiro, Sauro Corsi e Carlinhos Filipini).

Outubro 8, 2007

Música para ouvir no meu tempo.

(Texto de Felipe Parra)

Quando a gente começa a tocar guitarra, a porta do quarto está fechada e nem sempre é um instrumento que temos em punho. Pode ser uma raquete de tênis, uma vassoura ou o que couber nas mãos e na imaginação. Dessa época em que todos queremos ser um Kurt Cobain, pouca coisa sobra. Nossos gostos mudam. A idade vem e atrapalha tudo. Dessa época de rockstar do meu quarto sobrou um cara. E ele acabou de lançar um disco.

Echoes, Silence, Patience And Grace é o nome do disco. Foo Fighters é o nome da banda. Dave Grohl é o nome do cara. Ele um dia já foi baterista do Nirvana, mas faz muito tempo que essa deixou de ser sua referência.

O Foo Fighters lança seu sexto disco e traz tudo o que uma banda de rock deve fazer. É divertido, é pesado, é emocionante. É feito para tocar em grandes estádios e em pequenos quartos. Eu fico muito feliz de ter crescido junto com essa banda. E fico ainda mais feliz que, depois de 13 anos, eles ainda sejam tão produtivos.

Dentro desse disco, você encontra todos os elementos que fazem um grande disco de rock. Aí você fica feliz que, dentro do seu tempo, exista uma banda assim. Uma banda que, daqui alguns anos, pessoas vão lembrar com saudosismo e dizer: “no meu tempo o Foo Fighters lançou um monte de discos legais”. Aproveite para ouvir enquanto é tempo.

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Outubro 3, 2007

Discoteca básica: The Freewheelin’ Bob Dylan.

Ontem, antes de dormir, eu estava ouvindo música e me ocorreu a idéia de criar uma “coluna” aqui no blog, pra falar sobre discos que eu considero essenciais.

Hoje vou falar do “The Freewheelin’ Bob Dylan”, de 1963. Apesar de ser um dos discos mais famosos do Bob Dylan, eu só descobri sua existência quando assisti ao filme “Vanilla Sky” – esse era o disco preferido do protagonista David Aames (Tom Cruise).

O álbum é muito bom do começo ao fim, mas “Girl from the North Country”, por algum motivo, soa especial pra mim. Não sei se é a letra, ou se é a bonita simplicidade da harmonia tocada ao violão. Não sei se é a maneira como Dylan canta, ou se é a letra.

Eu já falei da letra?

Girl from the North Country (Bob Dylan)

“Well, if you’re travelin’ in the north country fair,
Where the winds hit heavy on the borderline,
Remember me to one who lives there.
She once was a true love of mine.

Well, if you go when the snowflakes storm,
When the rivers freeze and summer ends,
Please see if she’s wearing a coat so warm,
To keep her from the howlin’ winds.

Please see for me if her hair hangs long,
If it rolls and flows all down her breast.
Please see for me if her hair hangs long,
That’s the way I remember her best.

I’m a-wonderin’ if she remembers me at all.
Many times I’ve often prayed
In the darkness of my night,
In the brightness of my day.

So if you’re travelin’ in the north country fair,
Where the winds hit heavy on the borderline,
Remember me to one who lives there.
She once was a true love of mine.”

Também estão presentes no disco os clássicos “Blowin’ in the Wind”, “Masters of War”, “Don’t Think Twice, It’s All Right” e “A Hard Rain’s A-Gonna Fall”.

Discoteca básica pra mim. E se você ainda não conhece, ouça com atenção, tenho certeza que entrará para a sua discoteca básica também.

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Abaixo, a cena do filme “Vanilla Sky” que reproduz a capa do “The Freewheelin’ Bob Dylan”:

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Setembro 27, 2007

The Australian Pink Floyd.

Eu sou um sujeito ansioso. Bastante ansioso. Ansioso até demais, eu diria. E há duas semanas venho enfrentando uma enorme ansiedade, à espera do show do Australian Pink Floyd em São Paulo, que vai rolar na próxima semana, dia 5 de outubro.

Pra quem não sabe, o Aussie Floyd, como é conhecido, é a única banda no mundo que tem a autorização do próprio David Gilmour para fazer versões cover das músicas da banda inglesa. Gilmour, depois de ter visto um show dos caras, os convidou para tocar na festa de encerramento da turnê “The Division Bell”.

Eu tive a oportunidade de ver o show deles em 2005. Foi um belíssimo show.

Eu praticamente devo a minha vida guitarrística ao Pink Floyd. Em fevereiro de 1995, eu fui assistir ao show da banda do meu tio (sempre ele!), e eles tocaram “Wish You Were Here”. E foi depois de ver e ouvir aquilo que eu resolvi tocar guitarra.

Como sempre, fui atrás da música. Descobri vários vinis do Floyd perdidos lá em casa. Comecei a ouvir, ouvir, ouvir… e ouvir. E a tocar, tocar, tocar e tocar. Era muita informação pra alguém que acabara de descobrir a guitarra. Mas era maravilhoso, sutil e perfeito. Era aquilo que eu queria. E aquele som guiou minha evolução como guitarrista.

Além dos “meus” (a essa altura, eu já havia tomado posse) vinis, eu comecei a descobrir mais um monte de material através do Helder, meu vizinho e grande amigo. Passavávamos todas as tardes assistindo ao VHS do P.U.L.S.E. Juro, fizemos isso incontáveis vezes. Eu ainda tenho todas as passagens, viradas de bateria e solos de guitarra na memória.

Pink Floyd era o meu mais novo vício. E até o meu pai, Beatlemaníaco, começou a gostar do som. De tanto que eu ouvia.

David Gilmour foi o responsável por eu gostar de blues. E da Fender Stratocaster. E é um dos responsáveis por eu, até hoje, sentir vontade de tocar.

O Aussie Floyd é, provavelmente (e infelizmente), uma das únicas formas que eu tenho de chegar mais perto do universo musical criado pelo Pink Floyd. Na realidade, o mais perto que cheguei disso foi no último show do Roger Waters em São Paulo, mas essa história eu conto outro dia…

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escrito ao som de Bob Dylan – Queen Jane Approximately

Setembro 24, 2007

I’m not there.

“I’m Not There” é um longa-metragem dirigido e co-escrito por Todd Haynes, baseado na vida do cantor e compositor Bob Dylan.

O roteiro do filme conta uma série de histórias que refletem cada fase da carreira do músico, marcadas não por fatos cronológicos, mas pelas mudanças que Dylan imprimiu em suas letras e músicas. Além disso, para cada história há um diferente intérprete no filme: Marcus Carl Franklin, Ben Whishaw, Heath Ledger, Christian Bale, Richard Gere e Cate Blanchett.

No site oficial do filme (http://www.imnotthere.es/), é possível assistir ao trailer.

Abaixo, uma foto que mostra a transformação da atriz Cate Blanchett em Bob Dylan. Impressionante!

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Setembro 21, 2007

De novo a viola.

Ela, a viola, anda me perseguindo. Ontem eu estava saindo para ir ensaiar, e carregava duas guitarras e um case com vários pedais. Entrei no elevador e apertei o botão da garagem. Alguns andares abaixo, entram um casal e seu filho, e ficam olhando para mim com cara de “pra que tudo isso?”.

Aí veio a pergunta óbvia, feita pelo pai:

- Você toca?
- Sim, toco guitarra.
- Isso tudo aí é guitarra?
- Na verdade, são duas guitarras e um monte de pedais.
- Tá armado, hein? Meu filho toca também. Toca violão.
- Ah, bacana.
- Mas por quê duas guitarras?
- É que eu uso afinações diferentes.
- Tipo o Almir Sater? Aquele menino tem umas quatro violas!
- Isso! É bem por aí. Mas ele tem muito mais do que quatro violas.
- E a afinação diferente que você usa é igual à da viola?
- É sim, é igual à uma das várias afinações que os violeiros usam.
- Interessante. Mas você toca rock, né?
- Toco.
- Eu prefiro viola (risos).

E chegamos à garagem. Nos despedimos e eu fui tocar viola, digo, guitarra.

Setembro 18, 2007

O velho Nélio Jovem.

Não sei se todo músico ou fã de música passou por essa situação, mas há algum tempo eu percebi que grande parte dos discos e músicos que eu gosto e ouço hoje me foram apresentados há vários anos. E eu não dei bola.

Foi assim com o velho Nélio, o Jovem.

E se você ainda está se perguntando quem diabos é Nélio Jovem, respondo já: Neil Percival Young, ou Neil Young, para os íntimos.

Ouvi falar dele pela primeira vez há uns bons doze anos. Meu tio era fã. Cheguei até a tocar uma música dele na época, “Like a Hurricane”, num festival de rock, provavelmente a primeira vez que subi num palco. Fato é que não me chamava a atenção. Talvez por eu tê-lo conhecido por causa de seu disco acústico, com toda aquela veia country e folk. Músicas com temas de violão, vocais suaves. Sabe como é, adolescente aspirante a guitarrista gosta mesmo é de porrada!

Curiosamente, mais tarde, tocando com uns amigos, descobri “Rockin’ in the Free World” e “Hey Hey, My My (Into the Black)”. Isso sim era porrada! Fiquei alucinado com aquele som. Era puro rock’n roll, totalmente cru. Perguntei quem tocava aquilo. Adivinha? Neil Young.

Não fazia muito sentido pra mim. Como aquele canadense que tocava violão, cantava suave e fazia solos de gaita inspirados no Bob Dylan podia, ao mesmo tempo, criar um rock’n roll coeso, pesado e cru?

Foi quando eu comecei a pesquisar a discografia inteira dele. E descobri o “Everybody Knows This Is Nowhere”, de 1969. E o “Harvest”, de 1972. E o “Zuma”, de 1975. E descobri também Crosby, Stills, Nash & Young. E Buffalo Springfield.

A carreira dele começou no final da década de 60, e eu só descobri isso quarenta anos depois? É, pois é. Essa é a desvantagem de ter nascido na década de 80.

Agora, além do meu tio, eu também era fã.

E, como fã, fiz algumas descobertas recentes e indispensáveis: os DVDs “Neil Young, Friends & Relatives live at the Red Rocks” e “Heart of Gold”, maravilhoso documentário, dirigido pelo cineasta Jonathan Demme, sobre um show da turnê do disco “Prairie Wind” (de 2005).

Neil Young me mostrou que o tempo passa e as coisas boas ficam. Embora a gente não perceba.

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Setembro 17, 2007

A viola do barbeiro.

Eu estava conversando com um amigo sobre a passagem de Mick Jagger e Keith Richards pela América do Sul (incluindo o Brasil) no final da década de 60. Ele me contou que o Keith descobriu a afinação “Sol Aberto” (Open G tuning) ao ouvir a música dos violeiros do interior do nosso país. A título de curiosidade, essa afinação é conhecida pelos violeiros como “Rio Abaixo”. Eu não toco viola caipira, mas sempre tive muito contato com esse instrumento, especialmente porque meu tio ensinava viola.

É conhecida a relação entre a música caipira brasileira e o blues (e a música “caipira” norte-americana em geral). Uma das características comuns é a utilização de afinações abertas.

E isso tudo me fez lembrar do tempo em que comecei a aprender a tocar violão. Nessa época, quando eu ainda morava no interior de SP, eu costumava ir à uma tradicional barbearia em minha cidade quando precisava cortar o cabelo. Coisa corriqueira no interior, o barbeiro e proprietário do local adorava música sertaneja e, por acaso, mantinha uma viola caipira encostada num canto. Era fã do Tião Carreiro e do Renato Andrade. Eu, por outro lado, era fã do David Gilmour, um blueseiro em essência, e de blues em geral. E apesar de não saber nada de viola, eu conseguia perceber a sonoridade do blues ali. Pegava a viola do barbeiro e ficava tentando tocar alguma coisa com aquela afinação estranha. Era divertido. :-)

Atualmente, tenho estudado e experimentado bastante as afinações abertas, principalmente depois que comecei a me interessar mais por Black Crowes, o que acabou fazendo com que eu e outro amigo montássemos um projeto tributo à banda: http://www.blackcrowescover.com

Hoje, é engraçado e nostálgico pensar que a viola do barbeiro me ajudou a entender a visão da música de caras como Keith Richards e Rich Robinson (do Black Crowes), que hoje são grandes influências para mim.

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