Desde os anos 60, diz-se por aí que os Beatles não eram um quarteto. George Martin, o cidadão que produziu quase cem por cento do que os “fab-four” gravaram, é considerado por muitos o quinto Beatle, devido à enorme influência que exerceu sobre a obra da maior banda de todos os tempos.
Na história mais recente da música pop temos um caso parecido. Um produtor que moldou o som de uma banda a ponto de ser considerado, nesse caso, seu sexto membro. O produtor é Nigel Godrich. A banda é o Radiohead.
Nigel trabalhou com o Radiohead pela primeira vez nas gravações do álbum “The Bends”, de 1995, produzindo apenas algumas faixas. A partir daí, tornou-se parceiro essencial e inseparável do quinteto de Oxford, e foi responsável por todas as produções da banda desde o aclamado (e genial) “OK Computer”, de 1997, até seu polêmico último lançamento, “In Rainbows”, de 2007. A sonoridade experimental e característica do Radiohead é, em grande parte, culpa do trabalho de Nigel.
Apesar da pouca idade do produtor inglês – ele é mais novo do que todos os membros do Radiohead, por exemplo, com a exceção do guitarrista Johnny Greenwood – sua bagagem causa inveja em muita gente. Basta citar que Sir Paul McCartney gravou um dos melhores álbuns de sua carreira solo também sob a produção dele – que foi indicado por George Martin. Estou falando do “Chaos and Creation in the Backyard”, de 2005.
Nigel também é responsável pelo programa de TV “From the Basement”. O programa é gravado em seu próprio estúdio, que fica num porão, e registra performances intimistas de vários artistas em áudio e vídeo. A propósito, foi depois de assistir ao “Radiohead: In Rainbows From the Basement” que resolvi escrever este post.
Abaixo, um trecho do programa.
8 Comentários
Fevereiro 10, 2009 às 9:03 am
Porra Caioto, que demora pra escrever !! Já tava até tirando seu blog da lista.
E lembre-se: “Don´t have any big ideas, they´re not gonna happen!”
[]s
Fevereiro 10, 2009 às 11:08 am
Não sabia que ele tinha produzido todos.
Muito legal que ambos os exemplos mostram que os caras foram evoluindo. Procurando novas sonoridades, mesmo sem mudar a galera que trabalha junto.
Sensacional.
Fevereiro 10, 2009 às 2:38 pm
Dois anos depois, surge algo que te motiva a escrever outra vez…rsrsr
Muito interessante. Não conheço Radiohead, mas só por produzir Paul, já dá pra imaginar o tamanho da competência do sujeito.
Abraço
Fevereiro 10, 2009 às 4:21 pm
… primeiramente só de ser PRODUTOR o “caboco” já tem que ter uns parafusos a menos na cabeça….. Quem já entrou no estúdio e tentou produzir algo é que sabe o traaaampo que isso dá. O cara que produz tem altos poderes de fazer o trabalho ser bom ou ruim. No caso do Let it Be, Phil Spector tentou, tentou mas não conseguiu matá-lo devido à genialidade dos fab four…..mas que atrapalhou um pouco, isso atrapalhou…… Enfim, não conheço Radiohead tb mas só do Paul, véio de guerra, ter escolhido seu produtor pra trabalhar já vale a minha curiosidade em conhecê-los….
Março 10, 2009 às 11:57 pm
Muito bom o artigo… Eu sempre aprendo muito quando leio seus artigos.
Parabéns e não nos deixe tanto tempo esperando por novos posts.
Grande abraço.
Março 28, 2009 às 5:13 am
É que Radiohead inspira. Aliás você deveria ouvir mais, hoje é dia 28 de março e eu não acredito que você passou mais de um mês sem postar.
Beijo.
Abril 16, 2009 às 6:16 pm
Phoda. Banda e produtor. E o trampo dele com o Paul também.
Escreva mais aí!
Maio 8, 2009 às 2:04 pm
Caio, adorei seu blog.
Com certeza já está entre os favoritos!
=]