Há algum tempo que quero escrever sobre o Bruce Springsteen. Já ensaiei isso algumas vezes, mas ainda não tinha tido coragem. Não sei por que. Não faz tanto tempo assim que descobri a música dele, então eu ficava pensando que talvez eu precisasse entender melhor a mensagem por trás do que ele canta.
Eis que, num domingo à noite, pego o recém-chegado DVD “Bruce Springsteen VH1 Storytellers” e começo a assistir. The Boss toca “Devils & Dust”, começa a contar a história da música e explica a letra verso a verso. E eu soube que eu o conhecia melhor do que eu pensava. Pronto. Encontrei o que faltava para escrever.
Algumas coisas sempre me atraíram muito no formato do Storytellers: as histórias, naturalmente, e a informalidade com que elas são contadas. Além do fato de as músicas serem tocadas em versões acústicas, o que as aproxima da forma como elas provavelmente foram compostas.
Mas há algo de especial aqui. Bruce se entrega totalmente às canções que ele já tocou muitas e muitas vezes. Há um clima de verdade muito claro nas suas palavras, e nos acordes que soam do violão. E do piano, que é usado em “Jesus Was an Only Son” e “Thunder Road”, a última música, cantada por ele com lágrimas nos olhos.
“Eu estava pensando em tudo isso quando escrevi essa música?
Não.
Eu estava sentindo tudo isso quando escrevi essa música?
Sim, tudo isso.”
Essas foram as palavras do Boss ao final de “Devils & Dust” e “Thunder Road”. E são o motivo pelo qual eu, finalmente, resolvi escrever sobre ele.


O Bruce é um dos responsáveis (um dos principais mesmo…) por causar uma certa mudança na “lente” de como eu vejo a música. Ele é um cara que tem me feito ver (ler?) que além de um bom ritmo, um bom refrão, uma boa bateria, a música precisa ter uma mensagem, algo pelo qual há muito eu não dava atenção. E quanto mais eu conheço o trabalho do Boss, mais vidrado eu fico.
Grande Caio,
Lendo seu post me lembrei de uma passagem.
Esses dias eu estava ouvindo a Kiss FM, e de repente tocou uma música que me fez lembrar de uma versão dance que eu ouvia quando eu era adolescente e ia nas boates com os amigos.
Mas a versão que estava tocando na Kiss era impressionante! Como de costume, parei o carro e comecei a anotar a letra… Era algo como: “because the night belong to lovers, because the night belong to lust”.
Ao chegar em casa, fui pesquisar, e descobrí que Because the night era uma música de autoria do Bruce Springsteen, e as versões mais famosas eram de Patti Smith, e do 1000 Maniacs.
Revirando mais um pouco, conseguí achar a fonte:
álbum: Bruce Springsteen & the E Street Band – Live/1975-85.
http://en.wikipedia.org/wiki/Live/1975-85
Muito bom! Recomendo.
[]‘s
The Boss… um cara a ser descoberto… (por mim, hehe)!
Tenho que prestar mais atenção no chefão.
E vou descolar esse DVD pra mim que parece ser fodíssimo.
Gosto pra caramba dele… O The River pra mim foi uma volta fenomenal…
The Rising… Troquei tudo…
posso ser fútil ?! Ele é liiiindo!!
obrigada!
Esse cara tem uma obra que remete aos grandes músicos e pensadores norte-americanos, uma tradição que engloba gente como woodie gutrie, dylan (claro…), neil young… É popular sem ser popularesco. Pena que muitos só lembrem da fase “born in the usa”.
Profundo respeito e admiração por Bruce!
Parabéns mais uma vez, acertou em cheio no post.
Taí…
Pra mim música foi feita muito mais pra ser sentida do que ouvida mesmo!
Deve ser por isso que não sou muito fã de música internacional, tá certo que muitas ñ entendo mesmo, mas outras são tão “viajantes”, que se vc tirar a música não sobra nada! É que nem sabonete sem perfume, falta essência…
Por isso gosto tanto de seus posts Caio, conseguem atrair o interesse para mostrar a essência das músicas (e letras, claro) !
Tbém preciso prestar mais atenção em Bruce Springsteen…
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u381412.shtml