Eu costumo dizer que sou quase mineiro. Nenhum motivo especial, exceto o gosto por queijos e o fato de eu ter nascido “pertim” da divisa de São Paulo com Minas Gerais, mais precisamente em Vargem Grande do Sul. Mas às vezes eu gostaria de ter nascido mineiro mesmo. Porque sempre que estou em Minas, encontro pessoas com uma musicalidade inexplicável e verdadeira. É algo que não se ensina, não se aprende e não se esquece. Faz parte da alma.
Este texto tem o único propósito de agradecer aos meus amigos da família Fiorini – Donda, Celso, James e Ricardo – por tudo o que aprendi direta ou indiretamente com eles. São exemplos da musicalidade que me encanta.
Conheci o James em Vargem mesmo, há alguns anos. De cara, a paixão pelos Beatles e pela música foi suficiente pra que nos tornássemos grandes amigos. E conheci o resto da família quando fui pela primeira vez à Alfenas. Nunca vou me esquecer de quando ouvi o Donda tocando e cantando “If I Fell” dos Beatles. Donda sabe tudo.
De lá pra cá, já tocamos juntos várias vezes – eu, James e Ricardo – e sempre foi muito bom e, principalmente, divertido. Acredito que nunca chegamos a ensaiar juntos, mas não foi preciso.
Infelizmente, não nos reunimos muitas vezes no ano. Normalmente, duas ou três vezes. Mas é o suficiente pra renovar a inspiração e continuar buscando a verdadeira música.
Pôr-do-sol em Paraguaçu, MG (foto: James Fiorini)


E era esse o texto.. e não é que ficou exatamente como eu imaginava… e tem um fato que vc comentou que eu também nunca esqueço.. e qdo lembro me emociono mais e mais…minha família tb,nossa família!
Faltou falar que você curte uma cachaça. Hahahahahaha.
Belo post, man, como sempre!
abraço!
É, as vezes poucas pessoas fazem isso com a gente… Muito bom a história…
Falar de Minas e não falar do Mirtão???!!!
Caio, Caio….
Rs!
Mirtão, não! Bituca!
Sou nascido, criado e vivo até hoje em Sta. Rita do Passa Quatro (não muito distante da sua terra natal e das Gerais) e também tenho essa “alma mineira”… Tínhamos — eu e meus amigos mineiros-de-coração — uma versão (muito) modesta do Clube da Esquina. Todo fim de semana a gente dava uma escapadinha para algum boteco afastado, só pra beber cerveja, comer queijo e tocar violão. No repertório, músicas de Beto Guedes, Lô Borges, Milton, 14 Bis…
Que saudade, que saudade!!!
Cara, nem me fale de saudade. Na época da faculdade (Fafar/UFMG) eu tive uma banda chamada FarmaJam que tocava os clássicos do Clube da Esquina… êita tempim bão que não volta mais!
Um abração.
Minas Gerais Rulez!
Clube da Esquina, Lô Borges, Beto Guedes, Milton… Foda!
Fala Caião. Vixe, também sou meio mineiro, em alguns muitopoucos aspectos, fora a família. Bom o post… curti por aqui. Preciso conhecer mais as coisas do Bituca. Depois preciso te passar um pessoal que tem feito um samba paulistano (Kiko Dinucci e Bando Afromacarrônicos), fora a infância que aparece no canela. Abração, Otavio ( http://canelacafe.zip.net ).
São coisas inexplicáveis que só a paixão pela música é capaz de fazer.
Lindo demais essa paixão.
….será que sou o único mineiro que odeia Milton Nascimento?