Setembro 17, 2007...6:02 pm

A viola do barbeiro.

Ir aos comentários

Eu estava conversando com um amigo sobre a passagem de Mick Jagger e Keith Richards pela América do Sul (incluindo o Brasil) no final da década de 60. Ele me contou que o Keith descobriu a afinação “Sol Aberto” (Open G tuning) ao ouvir a música dos violeiros do interior do nosso país. A título de curiosidade, essa afinação é conhecida pelos violeiros como “Rio Abaixo”. Eu não toco viola caipira, mas sempre tive muito contato com esse instrumento, especialmente porque meu tio ensinava viola.

É conhecida a relação entre a música caipira brasileira e o blues (e a música “caipira” norte-americana em geral). Uma das características comuns é a utilização de afinações abertas.

E isso tudo me fez lembrar do tempo em que comecei a aprender a tocar violão. Nessa época, quando eu ainda morava no interior de SP, eu costumava ir à uma tradicional barbearia em minha cidade quando precisava cortar o cabelo. Coisa corriqueira no interior, o barbeiro e proprietário do local adorava música sertaneja e, por acaso, mantinha uma viola caipira encostada num canto. Era fã do Tião Carreiro e do Renato Andrade. Eu, por outro lado, era fã do David Gilmour, um blueseiro em essência, e de blues em geral. E apesar de não saber nada de viola, eu conseguia perceber a sonoridade do blues ali. Pegava a viola do barbeiro e ficava tentando tocar alguma coisa com aquela afinação estranha. Era divertido. :-)

Atualmente, tenho estudado e experimentado bastante as afinações abertas, principalmente depois que comecei a me interessar mais por Black Crowes, o que acabou fazendo com que eu e outro amigo montássemos um projeto tributo à banda: http://www.blackcrowescover.com

Hoje, é engraçado e nostálgico pensar que a viola do barbeiro me ajudou a entender a visão da música de caras como Keith Richards e Rich Robinson (do Black Crowes), que hoje são grandes influências para mim.

keith_mick_01

12 Comentários

  • Legal o texto, Zé! Mais legal é saber que voce ia a barbeiro antigamente. hahahahahahahahahaha

  • Legal… mas isso é uma coisa do passado agora… já faz tempo que você não precisa mais cortar o cabelo hehehehehe

  • Parabens pelo texto e boa sorte com o blog Caio. Tá muito bem escrito.

  • auhuahuauhauh vc ia no barbeiro por causa da barba neh?
    com 10 anos vc já tinha essa barba ruiva, não? ahuuhahahhahua

    owww caio barba-ruiva, parabens pelo texto…. demorou pra começar a escrever hein? já que vc gosta de escrever (pelo que me falou no macfil)

    []’s

  • Boa, Caio!

    Curti!
    Se o tal barbeiro estiver vivo, ele certamente ficaria bem feliz com esta história hein…
    O mais loco seria descobrir q o cara virou fã de Black Crowes. ;–)

  • Legal, filho! Vou mostrar pro barbeiro…ele vai gostar.
    bjo pai

  • Neide Mendes do Carmo

    Parabéns Caio! Fico muito ogulhosa de voce!!
    Um beijo. Mãe nº 02.

  • É…definitivamente hoje vc nao toca mais viola do barbeiro….kkkkkk

    ae….dê nomes aos bois meu filho….é uma forma de vc homenagear suas raizes….;)

    O texto ficou muito bom hein…está tendo aulas com tua irmã???? :P

    abraço….

  • Aeeee!!!
    Muito bom o texto, muito agradável ler suas memórias. Gostei muito do comentário do Douglas, hahaha… Beijos.

  • Parabéns pelo blog.
    Eu conheço esse barbeiro .
    Aquele que não faz milagre, né carlinhos?

  • A propósito estamos falando da única viola Di Giorgio do mercado.
    Tha Caiú, parabéns pelo blog! Está muito bem escrito!
    Se isso é dom familiar, vou falar pra sua irmã começar a tocar guitarra!
    :-)

  • Uia….fala sério, pediu pra sua irmã escrever num foi??? kkkkk
    Lembrei de ler o texto hj Caio, foi mal hein…
    Agora faz o favor, fala o nome do barbeiro que eu vou lá também….
    Abraço!!!


Deixe uma resposta